Browsing Category

Dialogos

Dialogos, Pessoal

Esqueça todo o resto.

September 23, 2011

Há momentos na vida que devemos e temos que esquecer todo o resto que nos preocupa ou entristece. Sejam problemas, preocupações, devemos parar um pouco e esquecer simplesmente que eles existem. Tentar viver um dia de cada vez, no mundo que muitas vezes acaba te machucando e ferindo com relacionamento em que você dar tudo de si, mas não recebe nem metade disso. Lembro-me do que Caio Fernando Abreu falou: “Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.” Não se importe tanto com aqueles que só te querem como um artigo de decoração e que na primeira oportunidade esquece totalmente de você.

Os sonhos, também, nos fazem criar esperanças que podem não acontecer, mas o que fazer se você é um eterno sonhador? Como Fernando Pessoa diz, “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Simplesmente, devemos tentar não nos apegar a coisas incertas, pois elas podem não acontecer como fabulamos em nossas mentes e deixar que vá acontecendo tudo no seu tempo e momento certo, pois o que tiver de ser, será.

Não sofra com coisas/ pessoas que não valem apena e se aqueles que valem te machucarem e assim causam uma forte dor lá dentro , se lembre que aos poucos tudo volta ao lugar, tudo é reconstruído, você sobreviverá e assim seguirá em frente. Não se apresse, não se preocupe demais, relaxe e esqueça todo o resto.

Imagem: weit 

Inspiração:  Post da  Millera Dias e

 Leave Out All The Rest, do Linkin Park

Dialogos

O que é o amor?

June 10, 2011

“Não falo do amor romântico, Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor. Chamam de amor esse querer escravo, E pensam que o amor é alguma coisa Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, Antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, O amor será sempre o desconhecido, A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, Quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, Decidimos caminhar pela estrada reta.

Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu Como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa, Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, O amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio Porque somos o alimento preferido do amor, Se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, Me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita. Ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.”

Texto: Poema da musica Vênus, Paulinho Moska – video |Imagem: wei 

Dialogos

Para sempre

June 6, 2011

Na história de Alice no País das Maravilhas, Alice faz uma simples pergunta:  “Quanto tempo dura o que é eterno?”. Então, o Coelho responde  Às vezes, apenas um segundo”. O Eterno é a mesma coisa que Para Sempre, não? Se é para sempre, portanto jamais acaba. As definições sobre o amor e felicidade plena sempre são ditas como eternas. Que dizer que amar alguém e depois desamar jamais foi amar só porque não foi para sempre? Ah, para né.

Juras de amor entre beijos podem ser sim eternos; até o fim do romance, e mesmo assim não ser mentira — quem garante que não amou, oras? Você é um simples humano como eu e como um outro qualquer, como você garante que tem plena certeza que não foi aquele amor sendo que nem presenciou? Aquele momento de troca de olhar que você lê tudo o que uma poesia não descreve, também foi eterno — quem garante que não passou de uma simples troca de olhar momentânea entre dois estranhos? Um abraço gostoso dura milhares de anos, até o cheiro da outra pessoa deixar de ficar na sua roupa. Um sonho dura sua vida inteira, até você cair no buraco e acordar assustado. Você levou uma eternidade para terminar um trabalho, mas demorou apenas algumas horas do relógio.

Penso, o tempo é relativo, logo, todo o resto é — até a eternidade.

Texto: Ana Flávia – MadlyLuv | Fotos:  wei