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August 2012

Livros

A Esperança

August 31, 2012
A EsperançaSuzanne CollinsJogos VorazesEditora Rocco

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.

A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.

O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

Achava que esse último livro traria mais sossego para mim e pudesse, na medida do possível, porque lendo Jogos Vorazes isso não é uma coisa provável de acontecer, relaxar e acalmar aquele surto de emoções que o Em Chamas tanto me causou. Porém estava enganado, ele só é um pouco mais tranqüilo (digamos assim) que o anterior, mas ainda te deixa muito preso das emoções de Katniss. Te fazendo tentar resolver algumas coisas no lugar dela.

Ela conseguiu escapar do Massacre Quaternário, porém terá que enfrentar o próprio Presidente Snow para que enfim possa viver em paz, fazendo o que gosta e com as pessoas que ama e não a farsa inventada pelo mesmo. Mas também fazer com que as pessoas de Panen percebam que vivem em “Mundo” planejado pelo presidente sem que estes tenham liberdade. Pondo um fim nesse mundo criado por eles, onde as pessoas se comportam como personagens.

Ela se junta com o renascido distrito 13 e decide virar o Tordo. O pássaro que representa a rebeldia. Muitas dúvidas virão a toma nesse livro e Katniss se sentirá mais dividida com o seu coração. Peeta ou Gale, com quem ela deverá ficar? De um lado, ela tem uma pessoa com os mesmos costumes e vida que ela e do outro um companheiro com quem lutou e a compreende.

Como já disse no começo, esse livro é menos eletrizante que o anterior e acho que mais do que o primeiro livro. Porque mesmo assim não conseguia para de ler enquanto aquela situação não se desenrolasse e além do mais, esse é o que trará todo o desfecho da série, respondendo muitas questões que os leitores têm anteriormente.

E também, mais momentos tristes para a nossa heroína e ela ainda está com o sentimento das tristezas do passado em si. Os fantasmas a perturbam. O final, posso dizer sem revelar nada, foi exatamente como queria e o mais feliz depois de tantas guerras, mortes e choros.

Achei simplesmente a série toda muito bem escrita, como elementos que me atrai muito e só faz o autor ganhar pontos comigo. Realmente, a Suzanne soube narra a vida de uma menina e de um povo oprimido pelo governo, mas muito além do que isso. Ela mostrou que é possível lutar pelo que se quer e sobreviver a “Jogos”. Já está super recomendado a série toda viu!

E aproveitando que é dia 31/08, dia do blog, vou deixar aqui registrado minhas felicidades ao meu blog, é claro, aos outros mais que existem e ao de vocês que visitam aqui. Porque é através deles que a gente faz amigos e compartilha conhecimento e dicas super bacanas. =D

Livros

O Escolhido

August 28, 2012
O EscolhidoHannah HowellA Saga das irmãs WherlockeEditora Lua de Papel

Um homem nu aparece no roseiral da família de Lorelei Sundun. Ao contrário de gritos ou pedidos de socorro, algo que se esperava da maioria das mulheres de sua época, Lorelei oferece ajuda, pois percebe o embaraço do rapaz, que não sabia onde estava. Ela nunca ouvira falar da família de Argus Wherlocke, nem sobre os dons paranormais comuns entre os membros desta família. Porém, arrebatada por uma súbita paixão e munida de coragem, ela logo se arrisca para ajudá-lo num jogo perigoso de perseguições. Argus logo descobre que Lorelei é sua única esperança de salvação, e que seu desejo pode ser a mais importante arma para combater seus inimigos. O escolhido é o quarto livro da saga da família Wherlocke, cujo personagem principal, Argus Wherlocke, tem o dom de hipnotizar as pessoas pelo olhar e pela voz. Argus é da mesma família de Chloe, Penelope e Alethea, personagens apresentadas nos livros A Vidente, A Sensitiva e A Intuitiva.

O 4º e último livro da Saga dos Wherlocke e Vaughn, traz algumas mudanças que, na minha opinião, fizeram com que ele fosse o melhor de todos. A capa segue com aqueles aspecto lindo e bem feito da coleção, nesse na cor azul escuro.

A primeira mudança é que a história dessa vez será sobre um dos irmãos da família dotada de dons, Sir Argus Wherlocke que tem o poder da persuasão, capaz de com um simples olhar ou com o som da sua voz, fazer com que pessoas digam ou façam o que ele quer. Ele foi seqüestrado por Charles Cornick que acredita que esses “talentos” da família possam ser ensinados ou passados para outros. E em uma tentativa de se comunicar com a família, acaba aparecendo para Lady Lorelei Sundun, sétima filha do Duque de Sundunmoor e a pedindo socorro.

Mas o que para mim tornou esse livro melhor que os outros, não que eu não tenha gostado dos anteriores, foi o fato de ele ser um pouco mais lento no desenrolar da história e não contar outras coisas, como nos anteriores, as partes amorosas e picantes, marca dessa série, ser mais constante e o que fazia com que partes mais importante para a narração fossem desenroladas muito rápidas. Já nesse não vemos isso.

Outro ponto bom, que no caso já surgiu no 3º, é um epílogo que mostra fatos posteriores ao acontecido, no quase do 3º, contar o que se passou depois do casamento e do nascimento do filho de Alethea.

O livro é um romance medieval com clima sobrenatural. Notei uns erros de ortografias e a leitura pode até ser um pouco cansativa para quem não está tão acostumado com livros desse tipo, pois têm muitos títulos, nomes de famílias londrinas, coisas da época, mas que podem ser relevadas com o enredo.

E falando da série toda, notei uma evolução da autora. Ela foi mudando alguns aspectos da leitura, pausando mais os fatos importantes e assim tornando melhor a coleção. Apesar de que, para mim, a cronologia da história sempre foi a mesma em todos, mas que a parti do 3º foi melhorando. Enfim quem quiser misturar romance medieval com sobrenatural tá recomendado.

Livros

Resenha: Cordeluna

August 21, 2012
CordelunaÉlia BarcelóEditora Biruta

Mil anos atrás, uma história de amor foi interrompida pela desgraça e uma maldição. Um poder tão maligno que tinha conseguido dominar seus espíritos geração após geração. E enquanto isso, os apaixonados esperam… condenados a se reencontrar e voltar a se perder por culpa do ciúme e do ódio. O cavaleiro e a dama. O guerreiro e a donzela. Até que talvez um dia, talvez em nossa época, séculos depois, um poder superior e benigno consiga pôr um fim ao malefício. Apaixonante novela que combina história e fantasia, amor e maldade, bruxaria e religião, criada pela escritora Élia Barceló, conhecida como a “Dama Negra” da literatura espanhola, ganhadora em duas oportunidades do Prêmio Edebé de Romance Juvenil. A história se passa na Idade Média e é muito bem retratada no livro, que destaca costumes e valores da época. As sangrentas guerras entre muçulmanos e cristãos pela expansão e posse de seus domínios. No posfácio, a editora explica os diferentes períodos da História e descreve a fascinante personalidade de El Cid.

Pode um amor durar por mil anos sem que a paixão se acabe? Em Cordeluna, um amor ficou preso e condenado por mil anos devido uma maldição e tem agora, no século XXI, sua ultima chance.

A história começa no século XI, Baixa Idade Média, tendo como personagens Sancho, um grande guerreiro de dom Rodrigo (Él Cid/Campeador) e Guiomar, jovem condensa de Peñalba. Um casal de apaixonados que não pode viver o seu amor por uma diferença de classe social e pelos ciúmes de Brianda, madrasta de Guiomar.

Já no século XXI, um grupo de jovens se reúne em Burgos, Espanha, para encenar uma peça e fazer um documentário sobre a vida de Él Cid. Onde Sergio e Glória irão interpretar Él Cid e dona Ximena, sua esposa, respectivamente. No entanto, eles não iram só encenar essa parte da história, como viveram e sentiram, também, outra desconhecida pelos historiadores e pessoas locais. E tentaram por um fim e dar paz a esse amor tão sofrido.

Cordeluna foi para mim um duplo gosto de se ler. Primeiramente por ser meu primeiro Book Tour, tento toda a experiência em compartilhar um único livro com pessoas de diferentes estados. Segundo, por ser uma história com uma leitura super gostosa e que há tempos não lia livros assim sobre medievalismo. O que me fez lembrar sempre de Donm Quixote de La Mancha (Don Quijote de la Mancha).

A história se divide e oscila entre dois tempos, cada um com características da época, mas que não o torna cansativo, pelo menos para mim, na hora que ia para a período medieval minha cabeça já estava preparada para as mesóclises e formalidades da época, e nos dias de hoje, já sabia que era uma linguagem bem informal.

A autora não dividiu o livro em capítulos e sim em tempos, medieval, onde começa toda a história, e atual, onde ela é revivida e tem sua ultima chance de sucesso. Nessas passagens de tempo, achei super legal como à autora fez, trazendo muitas vezes trechos de um tempo para outro, como também momentos de uma mesmo personagem. Recuso que suaviza as passagens e não faz uma mudança de época brusca.

A diagramação do livro é toda trabalhada no período medieval, como enfeites e capitular, primeira letra de um capítulo, com uma fonte medieval. E essa capa linda, que quando vi por foto, pensei que fosse até de capa dura. Enfim já deu para perceber que gostei mesmo desse livro né?!

Queria agradecer a Gabi pela oportunidade de participar do Book Tour e espero poder participar de outros mais.

Livros

Resenha: A Invenção de Hugo Cabret

August 14, 2012
A Invenção de Hugo CabretBrian SelznickEdições SM

Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas.

A sobrevivência de Hugo depende do anonimato:ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.

Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta
intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.

Esse livro foi uma indicação da Bianca que me disse que o livro tinha uma história linda e uma diagramação muito bem feita. E eu aproveitei a minha ultima compra de livros, comprei tantos em quase dois meses que me assusto – hashas’, e acabou coincidindo a sua chegada com o termino de um livro. Então não pensei duas vezes e já fui logo começar a ler e saber se era bom mesmo? 😉

Li em um dia só, porque pode parecer que é grande, mas não é. O livro realmente tem uma diagramação muito bem feita, separado em textos e ilustrações, há tempos que não lia livros com as duas coisas, e que muitas vezes, são essas ilustrações que contam alguns trechos da história. Então se deixassem só as palavras diminuiria a quantidade de páginas, no entanto, para mim, perderia um pouco do encanto e para os leitores ávidos, como eu, você ler em pouco tempo mesmo.

Já a história é super gostosa e você tem como principal cenário uma estação ferroviária de Paris. A história e a escrita são bem leves, o que faz você sair lendo capitulo por capitulo, página por página simultaneamente. O livro é dividido em duas partes e cada parte tem 12 capítulos e nesses capítulos muitas ilustrações que ilustram uma determinada cena ou contam, como já falei.

A história se passa em 1931, conta sobre uma descoberta de Hugo Cabret, na verdade do seu pai, mas que ele sentiu que consertar-se a, ela mudaria o seu destino e ele é de uma família de cronometrista, pessoas de consertam relógios, e cresceu vendo o pai mexer com engrenagens e conserta relógios e, também, desde pequeno já montava e criava seus próprios brinquedos. Mas ela não é só ficção, é uma história que fala sobre o cinema e um dos seus grandes precursores, George Méliès. Mescla ficção com realidade e foi baseada a partir de achados de invenções, melhor dizendo autômatos, achados em um Museu na Filadélfia.

Às vezes eu venho aqui, de noite, mesmo quando não estou cuidando dos relógios, só pra olhar a cidade. Sabe, as máquinas nunca têm peças sobrando. Elas têm o número exato de peças que precisam. Então, eu imagino que, se o mundo inteiro é uma grande máquina eu devo estar aqui por algum motivo. E isso quer dizer que você, também, deve estar aqui por algum motivo.

p. 379

Já o filme, que também gostei, traz algumas mudanças com o desenrolar da história e até de alguns personagens. Como por exemplo, Isabelle que no livro é mais esperta e curiosa e também notei algumas mudanças, trocas de ações de um personagem para outro. Mas que não me fez desgostar tanto e a história continua sendo a mesmo, claro. Indico para quem não tiver muito tempo assistir o filme e para quem, como eu, gosta de ler e ver ilustrações bem feitas, o livro.

Adorei a sugestão da Bianca, tks =D, e para mim esse livro, pelo menos foi o que pensei assim que terminei, tem como lição para a vida, a persistência de nunca desistir do que realmente queremos. Sempre lutarmos e não perder a esperança e a força de vontade mesmo quando os meios mudam.